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Golpes no free flow: como se proteger de fraudes no pagamento de pedágios eletrônicos

O sistema de pedágio sem cancelas (free flow) elimina as cabines e lê automaticamente a placa do veículo, exigindo que o pagamento seja feito posteriormente nos canais oficiais da concessionária. Por causa disso, criminosos têm criado páginas, anúncios e mensagens falsas para desviar esses pagamentos. Entender esse funcionamento é essencial para evitar golpes.

O sistema de pedágio sem cancelas, conhecido como free flow, já está presente em rodovias de diferentes estados. Ele elimina as paradas nas cabines e mantém o fluxo contínuo por meio da leitura automática da placa do veículo.

Com essa mudança, o pagamento deixa de acontecer no ponto de cobrança e passa a ser realizado posteriormente pelos canais oficiais da concessionária responsável pelo trecho percorrido. É justamente aí que surgem páginas falsas, anúncios enganosos e mensagens fraudulentas, criados por criminosos na tentativa de desviar os pagamentos.

Entender como o modelo funciona é o primeiro passo para não cair no golpe.

Como funciona o pagamento no free flow na prática

No free flow, pórticos instalados ao longo da rodovia identificam o veículo por meio da placa ou da tag instalada no para-brisa. A cobrança ocorre de forma eletrônica.

Quando o carro utiliza uma tag de pagamento automático, o valor é registrado no momento da passagem. Quem não possui tag precisa acessar o site oficial da concessionária que administra o trecho para consultar e quitar o débito.

O prazo para pagamento varia conforme a rodovia e pode chegar a até 30 dias. Se a tarifa não for paga dentro do período estabelecido, podem ser aplicados encargos e até multa por evasão.

É nesse ambiente digital, diferente do pedágio tradicional, em que tudo se resolve na cabine, que as fraudes surgem.

Como os golpes estão acontecendo

Empresas de cibersegurança identificaram dezenas de domínios falsos criados para simular portais de concessionárias. Levantamento divulgado pela Kaspersky apontou mais de 50 sites fraudulentos relacionados a esse tipo de cobrança.

Essas páginas reproduzem logotipos, cores e a aparência visual dos sites oficiais. Muitas aparecem no topo dos resultados de busca por meio de anúncios patrocinados, o que aumenta a sensação de legitimidade.

Ao inserir a placa do veículo, o usuário pode ser direcionado para telas que solicitam CPF, dados pessoais e informações de pagamento. Há casos de cobranças via Pix direcionadas a contas de terceiros e também de captura de dados de cartão.

Também circulam mensagens por e-mail e WhatsApp com supostas notificações de débito e prazos curtos para pagamento. Essas comunicações costumam usar linguagem de urgência e ameaças de multa para pressionar a vítima.

Os criminosos renovam domínios com frequência para burlar bloqueios, mantendo o esquema ativo.

Boletos recebidos por WhatsApp, redes sociais ou e-mail não devem ser pagos. As concessionárias não enviam cobranças por esses canais.

Ao acessar o site da administradora da rodovia, o ideal é digitar o endereço diretamente no navegador ou conferir cuidadosamente o domínio antes de inserir qualquer informação. Pequenas alterações na grafia já indicam falsificação.

Resultados patrocinados de pesquisas na internet também merecem atenção. Nem sempre o primeiro link exibido corresponde ao portal oficial. Verificar o endereço completo da página evita o acesso a sites clonados.

Conhecer o funcionamento da cobrança é a melhor defesa contra os golpistas.

Por que usar uma tag simplifica o pagamento no free flow

Utilizar uma tag de pagamento automático torna o processo mais simples e seguro. Com ela, a cobrança é registrada no momento da passagem pelo pórtico, eliminando necessidade de consulta posterior.

Sem a etapa de busca manual por débitos, desaparece o principal ponto de entrada das fraudes.

tagCAIXA: mais praticidade na gestão das cobranças

A tagCAIXA aparece nesse cenário como uma alternativa prática para quem circula por rodovias com free flow ou pedágios convencionais. O valor é debitado eletronicamente, concentrando as cobranças em um único canal.

O uso de tags permite acesso a descontos previstos em lei, como o Desconto Básico de Tarifa, de 5%, e o Desconto de Usuário Frequente, que pode chegar a até 98%, conforme a utilização do trecho.

A tagCAIXA também pode ser utilizada em estacionamentos, abastecimentos e drive-thrus, ampliando a conveniência no dia a dia.

Para adquirir a tagCAIXA, o motorista pode procurar uma agência da CAIXA, uma das mais de 6 mil lotéricas espalhadas pelo país ou em ecommerce.caixaprepagos.com.br.


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